domingo, 25 de setembro de 2011

QUERERTE

Quiero respirar tu soplo respirante
Y ahogarme en tu saliva
Y hidratar mis celulas del sudor de tus poros
Renascer de ti como plantita!

Quiero tiemblar piel y pelos de mi corazón en tus escalofríos
Ducharme en la danza mágica de tus sentidos
Adormecer acurrucada en tus deseos
Y despiertar de ti como un beso!

Quiero ser el sol que alegra tus vacilos
La alegria que desabrocha tus oidos
Ser el pajaro que te encanta
Ser la sorpresa que te espanta!

Quiero arrimarme de tu profondo vivir
Y tocarte sublime en la puesta sanada de tu jornada
Calentarme en el viento tibio de tu espiritu
Y anunciar en vilo la mansedumbre esperada!

Quiero escuchar tus tercas ganas gritando mi nombre
Ser la sal que anima el calor de tus huegos
Tumbarme finalmente en los ecos de tu mente insomne
Y matar la hambre de tu cuerpo espamódico, de locura envuelto

Quiero aniquilar la tiniebla de mis miedos en tu cansacio
Reposar por siempre mi promesa en tu esencia
Marchitarme de la ternura de tu gozo desparramado
Y rebrotarme carne trascorpórea en el hallazgo ultimo de mi existencia!

sábado, 17 de setembro de 2011

Naturalmente

A Dario Pouso

Na noite tudo é mutável
O silêncio rompe a poeira do canto
O motor da geladeira faz o gelo lá
E a vida se resume a espasmos.

O tempo me traz a vontade de me ser
Eu queria ousar o eu
Enigma tão indecifrável...
Óh esconderijo cavernoso
Onde só ouço o eco do meu grito
Vomitai-me por favor
Eu não quero o teu abrigo...

Os meses, dias e as horas vão
Jogam-se do parapeito
E meu peito segue
Atirando flechas a esmo
Para onde as horas vão que não me chamam?

Eu queria companhia
Mas eu me recuso a sedativos
Eu não quero anestesias
Não quero remediar, postergar
Eu quero a solução
Infinita mesmo que momentânea

Eu sei que as oportunidades não caem do céu
Nem as estrelas caem...
Por isso eu vivo obstinada a peregrinar
Caminhos tão diversos do meu inverso

Quanto mais vejo diferentes as passagens
Mais resulta o fim delas é comum
E cái sempre na vala do banal...
Do carnal...
Do bossal...
Do animal...
Nada espiritual!

Mas em ti a chegada foi no racional
Pausa no pouso causal
Mente que mente
E reluta...
Demente.
Criativando vira loucura
Quando transcende.

Ele dorme
E o pulso é latente
Duas vidas declinam
Em direção ao poente...
Um desejo presente:
Amanhecer em julho amando
Naturalmente.

Juliana Ponciri, 28/07/2009.

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de setembro
Lua cheia
Vaguidão
Seco breu de luzes assustadas de não ser
Acidentes
Carros
Pessoas
Acasos
Vermes que rastejam sua existência
Ência
Ente que não é
Voz de não-ser sufocando na garganta
Adrenalina
Endorfina
Analgésico
Tudo é tédio sobre tédio
Tudo é dor e gente
Tudo é apelo e solidão
Tire seus olhos sujos de mim que eu quero passar
Preciso respirar de mim
Fujo
Corro
Vou
Espaço
Tempo
Lampejo
Vôo
Parada
...
Para onde?
Mas um gole de nadas por favor
Preciso curar esta torre!
Cismar
Quando estou quero voltar
E quando chego que rumar
Liberdade prisão
Repouso o carro no portão
E a sombra da grade bate em mim
Revelando assim meu disfarce
Atada de não-ser
Dor de viver...
O novo, o novo, o novo por favor!
O homem velho me embrulha
A casa velha me embrulha
O olhar velho me embrulhaaaaaa
Eu sou um embrulho:
Sim, eis-me aqui: presente sem futuro.
Vertigem da noite
Luz que nunca vem
Aniquilamento
Amnésia de mim
Já existiu eu?
Fuga
Mortes ácidas
Azia
Espasmo lunares
Espera
Espera
Espera.